Astrônomos identificaram pela primeira vez evidências observáveis de duas estrelas massivas do mesmo sistema binário que terminaram suas vidas como supernovas. Uma das estruturas deixadas pelas explosões é a conhecida Nebulosa da Água-viva, enquanto a segunda foi reconhecida em uma região próxima.
A descoberta combinou mais de 16 anos de dados do telescópio espacial Fermi, da NASA. As duas nebulosas ficam a aproximadamente seis mil anos-luz, na constelação de Gêmeos. As estrelas originais tinham dezenas de vezes a massa do Sol e podem ter deixado estrelas de nêutrons como remanescentes.
Os pesquisadores estimam um intervalo de 20 mil a 110 mil anos entre as explosões. A primeira supernova rompeu o vínculo gravitacional do sistema e lançou a estrela sobrevivente pelo espaço; ela continuou sua evolução até também explodir. Hoje, os centros dos remanescentes estão separados por dezenas de anos-luz.
O sistema oferece uma oportunidade rara de testar modelos sobre troca de massa e evolução de estrelas companheiras. Até agora, as etapas finais desses pares dependiam principalmente de simulações. Encontrar os dois vestígios permite reconstruir uma história completa usando medidas reais de movimento, energia e composição.
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